domingo, 13 de março de 2011

ENTENDA O QUE É O “CORE”

Quando falo em abdominais, qual é o exercício que lhe vem a cabeça? Provavelmente você pensou naqueles exercícios onde você fica deitado com as pernas fletidas e realiza incontáveis flexões de tronco, o famoso sobe e desce.
Pois bem, o que lhes falo hoje é que além desses abdominais “tradicionais” que acabam trabalhando a musculatura de forma isolada, também existem diversos exercícios que podem ser feitos com o objetivo de trabalhar essa mesma musculatura aliando-a aos músculos do core.
Primeiramente, temos que definir o que é o core. Esse termo vem ganhando cada vez mais espaço nas academias e diz respeito ao nosso centro de controle, nosso centro de gravidade, que permite a realização de atividades com maior estabilidade. O trabalho do core é baseado em exercícios de fortalecimento da musculatura do abdome, quadril e lombar, inclusive da musculatura mais profunda o que gera maior equilíbrio a todo o corpo e acaba melhorando a postura.
O treinamento do core também pode ser realizado sobre bases instáveis e/ou com a ajuda de acessórios que promovem a sua ativação e a contração da musculatura. Em muitos exercícios o aluno acaba não percebendo essas contrações, porém, por exigirem equilíbrio e estabilidade durante a sua realização acabam proporcionando resultados mais direcionados e eficazes.
Além disso, dores na região lombar podem ser geradas por desequilíbrios musculares, como músculos abdominais fortes e lombares fracos, o trabalho do core é importante para minimizá-las.
O trabalho do core pode ser associado ao treinamento funcional, que visa aproximar ao máximo os exercícios dos movimentos realizados durante o dia a dia ou dos gestos esportivos, permitindo maior força, equilíbrio e velocidade. Em um único exercício temos a contração de vários grupos musculares o que deixa o core mais forte e tonificado.
Conheça abaixo os principais músculos que compõem o core:
- Reto do Abdome: é o músculo dos “gominhos”; fica no centro da barriga e é responsável pela flexão do tronco. 
- Oblíquos Internos: são mais profundos e participam do movimento de rotação do tronco e permitem que você incline para as laterais. 
- Oblíquos Externos: participam da flexão e rotação do tronco.
- Abdome Transverso: tem como principal função a estabilização da coluna lombar e pelve; seu fortalecimento permite maior equilíbrio e força na região.
- Eretor da Espinha: ficam atrás da coluna e são responsáveis, assim como demais, pela estabilização e extensão da coluna. Permite que você incline, gire e se curve, além de manter a postura ereta.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


 Plasma Rico em Plaquetas
 
 
Saiba um pouco mais sobre esse método que pode acelerar a sua recuperação e antecipar a volta aos treinos.
 
Já usado há algum tempo, o tratamento de lesões com PRP (Plasma Rico em Plaquetas) é uma opção para as pessoas que necessitam voltar as suas atividades em menor espaço de tempo.

Esse método consiste da retirada do sangue da própria pessoa, esse sangue é centrifugado, o que permite a separação do plasma sanguíneo, onde as plaquetas são isoladas. As plaquetas são células sanguíneas capazes de estimular o crescimento dos tecidos, proliferação de vasos e divisão celular, aumentando e acelerando essas ações no local da lesão. Uma vez separadas, as plaquetas são injetadas no tecido lesionado.

Estive recentemente no 1º Fórum de Medicina Esportiva do S.C. Corinthians Paulista onde foi realizada uma palestra sobre PRP pelo Dr. Rogério Teixeira (membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) e segundo ele, o mais importante desse procedimento é a redução do tempo de recuperação, períodos que antes duravam seis meses, agora, estão levando três meses e isso se deve ao maior aporte vascular e maior número de células novas na região.

Muito usado em jogadores de futebol e em tenistas, esse método é cada vez mais visto em atletas de outras modalidades, pois, passar seis meses ou até um ano “parado” devido a uma lesão, pode custar caro ao clube ou mesmo ao próprio atleta, que em alguns casos pode perder seu patrocínio.

Mas o PRP não deve ser usado em qualquer tipo de lesão, ele é recomendado nos casos de rompimento do tecido muscular, rompimento parcial de tendões, inflamações de tendões e, em alguns casos, fratura de ossos. Além  disso, partir “de cara” para esse método pode não ser a melhor escolha; em casos de menor gravidade, o tratamento convencional pode resolver o problema, não havendo a necessidade da intervenção com PRP. Não devemos achar que esse procedimento pode curar qualquer lesão, por isso, uma boa orientação dada pelo seu médico pode esclarecer suas dúvidas.
 
Curiosodade: Esse procedimento dura cerca de uma hora e custa aproximadamente 3.000,00 reais, infelizmente ainda não é coberto pelos planos de saúde.